sábado, 25 de setembro de 2010
Você se Odeia? Use esmalte tomate!
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Sou eu, minha filha!
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Por Um Final de Semana Felino
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Te adoro Carpinejar II
1) Sandra Rosa Madalena, de Sidney Magal: um Raul Seixas diluído em propaganda de xampu. Quando a pieguice inventa de ser filosofante: 'Queria ser o seu princípio e ser seu fim'. Brega total. Para cantar no engarrafamento de SP.
2) Borbulhas de Amor, de Fagner: campeão do karaokê, talvez pelo beicinho no momento de cantar o refrão do peixe. Para nadar, nadar e morrer na praia.
3) No Hospital, de Amado Batista: legítimo representante do amor dodói, coitadismo em estado puro. Traz a viuvez como prova de que o macho pode ser fiel. Para cantar na fila da Previdência.
4) Pare de Tomar a Pílula, de Odair José: o terror das empregadas é um injustiçado, merecia bem mais crítica. Um grito do varão preguiçoso, que não deseja nem se mexer para colocar camisinha. Para cantar na Vara de Família no momento de acertar a pensão.
5) Garçom, de Reginaldo Rossi: é um hit engraçado, com uma nostalgia ébria dos anos 50. Uma homenagem ao terapeuta mais barato do mundo, que somente cobra 10% para escutar nossas lamúrias. Para cantar ao pedir a conta.
6) Macarena, de Los del Río: é a típica música-enjoada, de brinquedo de criança. Ninguém sabe a letra e vai enrolando. O importante é a coreografia. Foi responsável por mais da metade das broxadas no final dos anos 90. Quase entrou como um extra ocidental do Kama Sutra.
7) Como uma Deusa, de Rosana: é a nossa Celine Dion, é o nosso Titanic. Depois dela, muitas mulheres abandonaram o Olimpo, aceitaram a celulite e desistiram de imitar a Vera Fischer. Para cantar no velório.
8) I Will Survive, de Gloria Gaynor: conhecida como clássica música GLS. Todo homem que se preza deve enfrentar o teste. Se dançar é gay. Se não dançar é gay. Praticamente impossível não rebolar e mexer os braços. Um desabafo escrachado para viver o amor sem nenhuma vergonha.
9) Pelados em Santos, de Mamonas Assassinas: irreverência nunca tem medida certa. Virou hit da torcida do meu time. Não há como ser elegante no estádio. Para cantar levantando o caneco.
10) Purple Rain, do Prince: marcou toda a minha geração. Nas reuniões dançantes, era o golpe derradeiro para beijar o pescoço da menina. Ela ficava tão paralisada com a breguice que não reclamava. Para cantar no asilo.
11) Can’t Stop Loving You, de Van Halen: banda formada no ano em que nasci, coisa boa não é. Canção que nasceu para trilha internacional de novela, dor-de-cotovelo e choro no escuro. Para cantar após descobrir que sua mulher tinha um caso com o porteiro.
12) A Lua me Traiu, de Calypso: essa vale por todas as anteriores e ainda sobra. Para nunca cantar.
Publicado no jornal O Estado de São Paulo
Minha Trilha, Caderno 2
Música, D-6
São Paulo (SP), 04/9/2010
Postado por Carpinejar às 09:43 22 comentários
Marcadores: Notícia
2) Borbulhas de Amor, de Fagner: campeão do karaokê, talvez pelo beicinho no momento de cantar o refrão do peixe. Para nadar, nadar e morrer na praia.
3) No Hospital, de Amado Batista: legítimo representante do amor dodói, coitadismo em estado puro. Traz a viuvez como prova de que o macho pode ser fiel. Para cantar na fila da Previdência.
4) Pare de Tomar a Pílula, de Odair José: o terror das empregadas é um injustiçado, merecia bem mais crítica. Um grito do varão preguiçoso, que não deseja nem se mexer para colocar camisinha. Para cantar na Vara de Família no momento de acertar a pensão.
5) Garçom, de Reginaldo Rossi: é um hit engraçado, com uma nostalgia ébria dos anos 50. Uma homenagem ao terapeuta mais barato do mundo, que somente cobra 10% para escutar nossas lamúrias. Para cantar ao pedir a conta.
6) Macarena, de Los del Río: é a típica música-enjoada, de brinquedo de criança. Ninguém sabe a letra e vai enrolando. O importante é a coreografia. Foi responsável por mais da metade das broxadas no final dos anos 90. Quase entrou como um extra ocidental do Kama Sutra.
7) Como uma Deusa, de Rosana: é a nossa Celine Dion, é o nosso Titanic. Depois dela, muitas mulheres abandonaram o Olimpo, aceitaram a celulite e desistiram de imitar a Vera Fischer. Para cantar no velório.
8) I Will Survive, de Gloria Gaynor: conhecida como clássica música GLS. Todo homem que se preza deve enfrentar o teste. Se dançar é gay. Se não dançar é gay. Praticamente impossível não rebolar e mexer os braços. Um desabafo escrachado para viver o amor sem nenhuma vergonha.
9) Pelados em Santos, de Mamonas Assassinas: irreverência nunca tem medida certa. Virou hit da torcida do meu time. Não há como ser elegante no estádio. Para cantar levantando o caneco.
10) Purple Rain, do Prince: marcou toda a minha geração. Nas reuniões dançantes, era o golpe derradeiro para beijar o pescoço da menina. Ela ficava tão paralisada com a breguice que não reclamava. Para cantar no asilo.
11) Can’t Stop Loving You, de Van Halen: banda formada no ano em que nasci, coisa boa não é. Canção que nasceu para trilha internacional de novela, dor-de-cotovelo e choro no escuro. Para cantar após descobrir que sua mulher tinha um caso com o porteiro.
12) A Lua me Traiu, de Calypso: essa vale por todas as anteriores e ainda sobra. Para nunca cantar.
Publicado no jornal O Estado de São Paulo
Minha Trilha, Caderno 2
Música, D-6
São Paulo (SP), 04/9/2010
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Te adoro, Carpinejar I
Roupa não melhora um homem, mas pode piorá-lo. O guarda-roupa é meu confidente. Parto da tese de que o armário, depois de guardar tantos gays, é capaz de oferecer os melhores conselhos. Quando cansado, vou arrumar as roupas. Não as bagunçadas e as que ficam atiradas no espaldar da cama e da cadeira. Retiro as pilhas das estantes e dobro tudo de novo. Apenas o trabalho inútil dignifica. Sei pelo cheiro do tecido qual a última vez que coloquei.
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Instalação do Atelier Livre e Minha Mostra IndividualFundarte
À espera da Primavera
Os galhos em Xangri-lá se espreguiçam
Depois do sono do inverno.
Daqui a pouco, as folhas verdes pintarão o azul do céu
Depois virão as flores
Todo ano é assim
Todo ano é tudo de novo
Obrigada profe Loíde e coleguinhas!!!!!!!!!
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Regras Para O Vestido de Prenda
A indumentária da prenda é regulamentada por uma tese de autoria de Luiz Celso Gomes Yarup, que foi aprovada no 34º. Congresso Tradicionalista Gaúcho, em Caçapava do Sul.
01 - O vestido deverá ser, preferencialmente, de uma peça, com barra da saia no peito do pé;
02 - A quantidade de passa-fitas, apliques, babados e rendas é livre;
03 - O vestido pode ser de tecido estampado ou liso, sendo facultado o uso de tecidos sintéticos com estamparia miúda ou "petit-pois";
04 - Vedado o decote;
05 - Saia de armar: quantidade livre (sem exageros);
06 - Obrigatório o uso de bombachinhas, rendadas ou não, cujo comprimento deverá atingir a altura do joelho;
07 - Mangas até os cotovelos, três quartos ou até os pulsos;
08 - Facultativo o uso de lenço com pontas cruzadas sobre o peito, também facultado o uso do fichú de seda com franjas ou de crochê, preso com broche ou camafeu, ou ainda do chale;
09 - Meias longas brancas ou coloridas, não transparentes;
10 - Sapato com salto 5 (cinco), ou meio salto, que abotoe do lado de fora, por uma tira que passa sobre o peito do pé;
11 - Cabelo solto ou em trança (única ou dupla), com flores ou fitas;
12 - Facultado o uso de brincos de argola de metal. Vedados os de fantasia ou de plásticos;
13 - Vedado o uso de colares;
14 - Permitido o uso de pulseiras de aro de qualquer metal. Não aceitas as pulseiras de plástico;
15 - Permitido o uso de um anel de metal em cada mão. Vedados os de fantasia;
16 - É permitido o uso discreto de maquiagem facial, sem batons roxos, sombras coloridas, delineadores em demasia;
17 - Vedado o uso de relógios de pulso e de luvas;
18 - Livre a criação dos vestidos, quanto a cores, padrões e silhuetas, dentro dos parâmetros acima enumerados.
01 - O vestido deverá ser, preferencialmente, de uma peça, com barra da saia no peito do pé;
02 - A quantidade de passa-fitas, apliques, babados e rendas é livre;
03 - O vestido pode ser de tecido estampado ou liso, sendo facultado o uso de tecidos sintéticos com estamparia miúda ou "petit-pois";
04 - Vedado o decote;
05 - Saia de armar: quantidade livre (sem exageros);
06 - Obrigatório o uso de bombachinhas, rendadas ou não, cujo comprimento deverá atingir a altura do joelho;
07 - Mangas até os cotovelos, três quartos ou até os pulsos;
08 - Facultativo o uso de lenço com pontas cruzadas sobre o peito, também facultado o uso do fichú de seda com franjas ou de crochê, preso com broche ou camafeu, ou ainda do chale;
09 - Meias longas brancas ou coloridas, não transparentes;
10 - Sapato com salto 5 (cinco), ou meio salto, que abotoe do lado de fora, por uma tira que passa sobre o peito do pé;
11 - Cabelo solto ou em trança (única ou dupla), com flores ou fitas;
12 - Facultado o uso de brincos de argola de metal. Vedados os de fantasia ou de plásticos;
13 - Vedado o uso de colares;
14 - Permitido o uso de pulseiras de aro de qualquer metal. Não aceitas as pulseiras de plástico;
15 - Permitido o uso de um anel de metal em cada mão. Vedados os de fantasia;
16 - É permitido o uso discreto de maquiagem facial, sem batons roxos, sombras coloridas, delineadores em demasia;
17 - Vedado o uso de relógios de pulso e de luvas;
18 - Livre a criação dos vestidos, quanto a cores, padrões e silhuetas, dentro dos parâmetros acima enumerados.
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
Canhotos-Kledir Ramil
Você já tentou segurar uma tesoura com a mão esquerda e cortar uma folha de papel? Faça isso. Depois, vá até a cozinha, pegue um abridor de latas e, com a mesma mão esquerda, tente abrir uma lata de leite condensado. Essas pequenas experiências com utensílios domésticos podem dar uma noção da dificuldade que é para um canhoto viver num mundo feito para os destros.
Há alguns anos, quando o homem era ainda mais ignorante do que hoje, muitos julgavam que ser canhoto era uma doença. Professores batiam de régua nas mãos das crianças para faze-las escrever com a mão “certa”. Algumas desenvolveram uma capacidade incrível de manusear as coisas com as duas mãos, mas a maioria cresceu com traumas.
Ainda bem que certos pais não forçaram seus filhos a abandonar o uso da canhota, senão poderíamos ter sido privados da genialidade de Leonardo da Vinci, Albert Einstein, Isaac Newton, Charlie Chaplin, Machado de Assis, Mahatma Gandhi e Ayrton Senna. Isso, sem falar das deusas: Greta Garbo, Marylin Monroe, Julia Roberts, Nicole Kidman, Angelina Jolie. O mundo seria outro.
Não sei porque razão as pessoas funcionam melhor de um lado do que do outro. E se formos comparar os dois grupos, o resultado é desproporcional: 90% usa o lado direito. Canhoto é minoria.
Em Nova York há uma loja só para eles. Além de tesouras e abridores de lata, existem coisas que eu nem imaginava que faziam falta. Teclado e mouse para computador, saca-rolhas, caderno espiral, régua, apontador, canivete. Há até relógios que giram no sentido anti-horário, que é o mais natural para quem não é destro. Deve ser usado no pulso direito e o botão de acertar ponteiros é do outro lado. Tudo faz sentido. E é bom que faça. Se não tivessem inventado a guitarra para canhotos, não haveria Jimi Hendrix nem Paul McCartney e a história do nosso tempo não seria a mesma.
Dizem que a mão inglesa - o trânsito no Reino Unido onde os carros se cruzam pelo lado “errado” – vem do tempo das batalhas medievais a cavalo, onde os cavaleiros se enfrentavam dessa forma, pois seguravam a lança com o braço direito. Mas se alguém tivesse me contado que o cara que criou a mão inglesa era canhoto, eu teria acreditado. Até porque, para nós os destros, é muito complicado passar as marchas do carro com a mão esquerda.
Meu filho é canhoto da barriga pra baixo. Escreve com a mão direita e chuta com a perna esquerda. É um fenômeno que não tem explicação. Talvez eu seja o responsável. No entusiasmo do processo de fabricação, posso ter enroscado além do normal a espiral de DNA do guri. Vai saber.
Postado por Kledir Ramil 3 comentários
Há alguns anos, quando o homem era ainda mais ignorante do que hoje, muitos julgavam que ser canhoto era uma doença. Professores batiam de régua nas mãos das crianças para faze-las escrever com a mão “certa”. Algumas desenvolveram uma capacidade incrível de manusear as coisas com as duas mãos, mas a maioria cresceu com traumas.
Ainda bem que certos pais não forçaram seus filhos a abandonar o uso da canhota, senão poderíamos ter sido privados da genialidade de Leonardo da Vinci, Albert Einstein, Isaac Newton, Charlie Chaplin, Machado de Assis, Mahatma Gandhi e Ayrton Senna. Isso, sem falar das deusas: Greta Garbo, Marylin Monroe, Julia Roberts, Nicole Kidman, Angelina Jolie. O mundo seria outro.
Não sei porque razão as pessoas funcionam melhor de um lado do que do outro. E se formos comparar os dois grupos, o resultado é desproporcional: 90% usa o lado direito. Canhoto é minoria.
Em Nova York há uma loja só para eles. Além de tesouras e abridores de lata, existem coisas que eu nem imaginava que faziam falta. Teclado e mouse para computador, saca-rolhas, caderno espiral, régua, apontador, canivete. Há até relógios que giram no sentido anti-horário, que é o mais natural para quem não é destro. Deve ser usado no pulso direito e o botão de acertar ponteiros é do outro lado. Tudo faz sentido. E é bom que faça. Se não tivessem inventado a guitarra para canhotos, não haveria Jimi Hendrix nem Paul McCartney e a história do nosso tempo não seria a mesma.
Dizem que a mão inglesa - o trânsito no Reino Unido onde os carros se cruzam pelo lado “errado” – vem do tempo das batalhas medievais a cavalo, onde os cavaleiros se enfrentavam dessa forma, pois seguravam a lança com o braço direito. Mas se alguém tivesse me contado que o cara que criou a mão inglesa era canhoto, eu teria acreditado. Até porque, para nós os destros, é muito complicado passar as marchas do carro com a mão esquerda.
Meu filho é canhoto da barriga pra baixo. Escreve com a mão direita e chuta com a perna esquerda. É um fenômeno que não tem explicação. Talvez eu seja o responsável. No entusiasmo do processo de fabricação, posso ter enroscado além do normal a espiral de DNA do guri. Vai saber.
Postado por Kledir Ramil 3 comentários
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Sou eu, minha filha!
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07:17
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