sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Memória Afetiva 19.08


Memória Afetiva
Com a alegria de sempre, o querido casal Sebaldo e Zica Rosenbach na boda de Nicolau e Juliana Kroeff

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Um Tomara-que-caia que virava saia- Parte II



Em uma se esperava a tia com sotaque de São Paulo, na outra a prima de Novo Hamburgo;
Em uma se cantava a música das caveiras que se amavam, na outra a gente tinha medo da adega debaixo da escada;
Em uma eu não ia no banheiro sozinha, na outra eu ia escanteio em dia de canastra;
Em uma a gente tomava Guaraná Polar o dia inteiro, na outra a gentia via as revistas Mon tricot e Burda
Em uma se subia ( e se caía ) da goiabeira, na outra tinha uva dedo de dama na parreira
Em uma o espanador era a “velha fuca” na outra o laboratório de borboletas era na garagem;
Em uma passeio de moto com primo, na outra as peripécias da tia recém solteira;
Em uma eu queria ser a Lídia Brondi, na outra se ouvia Julio Iglesias e Roberto Carlos;
Em uma eu perturbava as amigas do víspora, na outra moedas para o álbum de figurinhas dos ursinhos carinhosos, dos Menudos e do Roque Santeiro (sim da novela!)
Em uma eu namorava o Fábio Jr., na outra eu freqüentava junto o Salão da Dinorah e pedia para ficar embaixo do secador de cabelos, só um pouquinho!
Em uma palavras cruzadas, na outra escolhíamos as roupas na’Princesa;
Em uma tesoura quente para cachear os cabelos e jogo do anel (com fio de cabelo) na outra fuxicava o guarda-livros e o gabinete;
Em uma a turma do vizinho que só fazia “anarquia”, na outra, pão em forma de pombinha e Nescafé;
Em uma a gente rezava à meia luz e pedia por toda da a família, sem esquecer de ninguém, na outra “durma com Deus Deus te proteja” e havia um mosqueteiro que parecia uma barraca sobre a cama;
Em uma se esperava a hora de tomar banho de banheira, na outra banheira ao ar livre: só no verão!


Madrinha de Crisma?


Minha tia Martha
Minha tia doida
Minha tia que casou numa noite de dilúvio
Minha tia que adora o Sidney Magal
Que toca violão
Que trocava de marido-hoje não mais
Ouvindo Fagner
Fazendo carão na praia
Nos levava no trem fantasma
Me passava batom roxo
Tem amigas trnaslumbrantes
Me dizia: parece a Julia Roberts
De onde saiu esse tal Sepultura?
Minha tia quando ama-AMA
Ama filmes de terror
Ama um cigarrinho
Ama seu pezunguinho
Ama rir do destino e das coisas da vida
Ama o tio Markiinhos-ainda bem senão ia sobrar pra mim
Os óculos de sol
A cachorrinha de estimação
As mulatas que pintou
Minha tia é uma atriz pronta-quem falou foi o Gilberto!
Me conhece e me desconhece como ninguém, pois acredita que sou perfeita
ou é sina de madrinha?
Mas nem fiz a tal crisma, fiquei feia que bastou na 1ª comunhão
Ela não liga, é sagitário acredita nas coisas,coisas do coração!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Nonny-Thank You For All


O primeiro disco de vinil que ganhei foi "Like a Prayer" e para mim continua sendo insuperável!
O primeiro cd que ganhei na vida foi "The Imaculate Colection",quando fiz 11 anos...quando tudo mudou...
No mesmo natal a primeira biografia-não autorizada, primeira de uma série de três que foram adquiridas mais tarde e que fazem parte do acervo que deixarei para Maria Cecília! (Espero que ela goste)
O show Blond Ambition gravei no vídeocassete e decorei as coreografias, que depois de muitos ensaios, apresentava para a turma (irmã e primos)
Como queria ser blond!
Em todas as suas fases, sempre algo novo e sempre amada!
Quando tive o ingresso na mão, em 2008, outras alegrias,Marcelo e Fabi, amigos very cool-só poderia ser com eles, a maior emoção foi vê-la mesmo que de longe pessoalmente, ver como essa pessoa, essa artista que amo desde sempre, e que recortava das revistas Bizz era exatamente como imaginava!
Hoje vou levar suas músicas para meus alunos, obrigada por nunca me decepcionar!
Isso é tão valioso quanto uma jóia, isso é amor!

Um tomara-que caia que virava saia


Sempre se inventa, se inventa o que é de sempre. Fui criada solta, dividida entre as casas das minhas duas avós: uma mais ensolarada, onde fica hoje o "Barriga Cheia" onde se podia tudo, e uma mais comportada, e imponente, em frente à praça.
Em uma se regava as plantas e corria com a cachorra que era quase um porco, a Teca, na outra eu aprendia tricô, a tomar café na xícara de princesa e a me sentar como uma menina.
Em uma eu comia funcho e grama e a vó fazia todinho feito em casa que se tomava com uma bomba de chimarrão que era o meu canudo,e ouvia os discos da Chispita.Na outra eu ia à padaria do Conka comprar pão cabrito e leite que era enrolado no jornal e na feirinha da São João.
Em uma os vidros de perfume da penteadeira de louro com 3 espelhos que me multiplicavam eram princesas e príncepes em um baile. Na outra, sentávamos na varanda para ver o carnaval e as debutantes passarem.
Em uma se jogava domimó e devagar se vai ao longe. Na outra usávamos salto alto, vestidos e estolas de pele para sentarmos no sofá de veludo bordô, que fazia parte do cenário,claro.
Em uma víamos os filmes "O Príncipe e o Mendigo", "A Lagoa Azul", "A fúria de Titãs" e é claro, "...E o Vento Levou"-sempre que passavam na tv. Na outra assistíamos "Os trapalhões" e "Roque Santeiro".
Em uma fazíamos casamentos com os guris da vizinhança. Na outra,shows como vedetes e show de calouros saindo por trás das cortinas, que ocupavam a parede inteira.
Em uma a blusa tomara-que -caia virava saia e a gente andava descalça. Com a outra, fui á loja Cinderela comprar meu primeiro par de botas brancas.
Em uma sempre se tinha ingressos para o circo e para o parque, que quando vinha se instalava ali perto. Na outra, se comia oferendas deixadas pela umbanda na praça.
Em uma se decifrava os planetas, as bandeiras e o corpo humano nos livros. Na outra fugíamos do Macaco da Barateira!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Atendendo A Pedidos-Fotos Memória Afetiva

Inacreditável e inesperado o sucesso que a seção "Memória Afetiva de nossa coluna no O Progresso tem feito, ligações, e-mail e abraços de agradecimento que me deixaram muito feliz, afinal, como dizem por aí, recordar é viver,a partir desta semana teremos essas fotos aqui no blog, começando do começo:



Iniciando essa nova sessão, na Mostra Modistas de Montenegro, no Museu Municipal em abril de 2005, Lya Petry Seelig e Neci da Rocha Moreira, filha de Izidora, que foi pioneira neste espaço



Na terceira edição do Moda & Chá, Marta Zago e suas belas filhas Roberta e Paulinha



Em homenagem ao dia dos pais, que será no próximo domingo, uma foto de pai e filha, Luceval e Rogéria da Rosa em sua formatura. Luceval, que também é pai do Paulinho, nos próximos dias, será avô de Miguel. Dupla comemoração!

Para Maria Cecília -Um poeminha


Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim